quarta-feira, 14 de março de 2012

Gravando um Álbum (parte 2)

Continuação do post (Gravando um Álbum).


Ainda falando sobre a "Aventura" que é gravar um álbum.


3º - Sessões de Gravação - Overdubs: Consiste em gravar várias partes, no meu caso, a guitarra.
Criei uma guitarra mestra, que será a mesma que tocarei ao vivo, e nas partes onde for necessário gravei guitarras complementares, bases de alguns solos, duetos, a algumas dobras. Nesta etapa o risco de tentar colocar coisas demais é enorme, é sempre necessário ter bom senso. Lembre-se que quanto mais trilhas houver, maior o trabalho para mixar.
No meu caso, optei pelo menor número de overdubs por dois motivos: O primeiro é que ao vivo quero ser o mais fiel possível ao que estiver registrado no CD (a OVERЯOCK é composta por bateria, baixo, uma guitarra apenas e um vocal).
O segundo motivo foi a falta de experiência e o orçamento reduzido, quanto maior fosse a quantidade de dobras da guitarra, maior seria o tempo que eu precisaria ficar no estúdio na mixagem, logo a melhor escolha foi ser mais objetivo.


4º - Mixagem: Ao contrário do que muita gente imagina, mixar um álbum não é simplesmente colocar volumes nas coisas. A mixagem começa com a limpeza sonora de todos os instrumentos gravados, normalmente o primeiro instrumento a ser trabalhado é a bateria, cada canal (bumbo, caixa, chimbal, pratos, tons) é isolado para que cada peça tenha a liberdade sonora desejada. Baterias de grandes álbuns, como o Black Album do Metallica por exemplo, levaram meses para serem devidamente timbradas e mixadas e soarem grandes.
O baixo é outro instrumento complicado por estar em uma frequência delicada  e difícil de ser reproduzida.
Essencialmente, o baixista é a nota musical do bumbo, porém seu timbre deve ser diferente do bumbo para não ficar mascarado. Um baixista impreciso mata a pegada de uma banda.
A guitarra é um instrumento que normalmente é cheio de efeitos, mesmo que na maioria das vezes eles não são notados de primeira. Como toco em uma banda de rock, o efeito que mais usei foi a distorção, e aprendi que cada música pede um tipo de distorção, sempre em pról da música.
Imaginem o timbre de guitarra do Dimebag Darrell nos Ramones, ou o som do AC/DC no Pantera, simplesmente não funcionaria.
Como dito acima, uma boa mixagem depende de uma boa captação, e os timbres ideais devem ser definidos na pré-produção, como notaram, todo o processo está interligado.
Os vocais,  merecem um cuidado especial, e merecerá um post a parte...


Na próxima semana, continuo contando todo o aprendizado.


Abraços.

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